Vou ao dentista
Amanhã eu vou ao dentista com a mamãe. Vai ficar tudo bem — vou saber tudo o que vai acontecer.
ELO é uma plataforma de estímulo ao desenvolvimento social de crianças autistas e atípicas — construída sobre técnicas com evidência científica, personalizada pelo perfil de cada criança, e desenhada para um objetivo que nenhum app persegue: transferir a habilidade aprendida na tela para a interação real com pessoas.
A intervenção precoce e intensiva é o maior preditor de qualidade de vida no espectro autista. Mas a realidade brasileira é fila no SUS, terapia particular inacessível para a maioria das famílias, e horas de espera preenchidas por telas que entretêm sem desenvolver. O ELO transforma exatamente essas horas — a tela que a criança já usa — em intervenção estruturada, mediada pela família.
Valores e prazos ilustrativos, variáveis por região.
Os pais, no gesto mais carinhoso do mundo, entregam o celular ou o tablet para acalmar e agradar. Mas o conteúdo comum — até desenhos inocentes — apresenta à criança atípica um fluxo de ações que ela grava sem compreender. Ela então tenta replicar no mundo real o que viu na tela, às vezes em situações inadequadas ou até de risco; é barrada ou repreendida; não entende o motivo do impedimento — afinal, estava "só brincando" — e a frustração incompreendida vira gatilho. A família assiste a crises cuja origem não faz ideia de onde veio: veio da tela dada com amor.
O ELO não briga contra a tela — ele ocupa a mesma tela com conteúdo que tem função: jogos e brincadeiras desenhados para serem replicados de forma compreendida e benéfica, com o pai e a mãe dentro do circuito. É a ligação comportamental entre a tela e a família. E uma fronteira dita com clareza desde a primeira página: o ELO não substitui o acompanhamento de profissionais especializados — é a ferramenta que instrumentaliza quem passa a maior parte do tempo com a criança, entre uma sessão e outra, e devolve dados úteis à equipe que a acompanha.
Cada módulo do ELO implementa uma técnica consolidada na literatura de intervenção em TEA — e cada uma delas já está funcionando na demonstração desta página. A inovação não está em criar métodos novos: está em entregar os métodos certos, na dose certa, personalizados, no aparelho que a família já tem no bolso.
Olhar para onde o outro olha ou aponta é o precursor da linguagem e da socialização. O jogo treina exatamente isso, com pista visual que vai desaparecendo conforme a criança avança (prompt fading) — até restar apenas a sutileza do olhar, como na vida real.
A imitação é a forma mais primitiva de conexão social — e um dos déficits centrais no espectro. A criança observa uma sequência de gestos e a reproduz, com a memória de sequência crescendo junto com ela.
Alternância de turnos e tolerância à espera são pré-requisitos de qualquer brincadeira compartilhada. No jogo da torre, a criança só age na sua vez — e o app responde com gentileza, nunca com punição, quando ela se antecipa.
Associar situações a estados emocionais — dele e dos outros — é ponte direta para a empatia funcional. Cenas do cotidiano, quatro emoções, vocabulário emocional nomeado em cada acerto.
Prancha de símbolos integrada: a criança monta a frase tocando os cartões e o aparelho fala por ela, em voz alta. Pedir, escolher, recusar — comunicação funcional imediata para crianças não-verbais.
Narrativas visuais passo a passo que antecipam situações reais — a ida ao dentista, a festa, o primeiro dia de aula. No produto final, montadas pela família com fotos da própria criança, com auxílio de IA.
Onboarding em duas frentes: questionário estruturado com a família (linguagem, perfil sensorial, interesses intensos, gatilhos, rotinas) + jogos calibradores que medem na prática atenção sustentada, seguimento de instruções e resposta à atenção compartilhada. Cada habilidade recebe um score contínuo de 0 a 100, gerado automaticamente pelo uso: cada rodada registra acerto, nível de dica utilizado e consistência entre dias — e missões-ponte confirmadas pela família valem peso triplo, porque aconteceram no mundo real. Na demo, o botão "🧮 Como a pontuação é gerada?" no painel abre a mecânica completa, com exemplo numérico — a mesma transparência que vai no relatório da terapeuta.
Seleciona a próxima atividade cruzando: a habilidade com menor score, o interesse da criança, a carga sensorial tolerada e o estado do dia informado pelo cuidador. Meta operacional: manter a criança na zona de 70–80% de acerto.
Quatro famílias de jogos (atenção compartilhada, imitação, turnos, emoções) + prancha CAA com voz + histórias sociais — todos funcionais nesta demo — e, na fase financiada, video modeling interativo com cenas reais ramificadas. Todo conteúdo tematizado pelo hiperfoco de cada criança.
Um toque, sem login, 100% offline. Conteúdo definido pelo perfil sensorial: respiração visual, padrões lentos, ruído configurável, contagem — e painel espelhado com roteiro de co-regulação para o adulto.
A atividade digital só "completa" quando executada no mundo real — "peça o suco apontando" — registrada pelo cuidador. O progresso por habilidade gera relatórios exportáveis para a equipe terapêutica (ABA, fono, TO).
Um recorte funcional real do ELO — navegue pelas abas e experimente:
Peça o suco para a mamãe apontando com o dedo. Depois ela marca aqui que você conseguiu!
Miguel ganhou um presente!
Amanhã eu vou ao dentista com a mamãe. Vai ficar tudo bem — vou saber tudo o que vai acontecer.
Respire junto com a bolha. Devagar, no seu tempo.
O mercado está cheio de coleções de joguinhos com selo "para autistas". O ELO parte de três decisões de arquitetura que nenhum concorrente combina:
Cada habilidade digital só se completa numa interação real, registrada pelo cuidador. O sucesso do ELO se mede fora da tela — é a resposta direta ao problema da generalização, o calcanhar de aquiles de toda intervenção digital.
Sem "grau", sem diagnóstico, sem promessa médica. Um mapa vivo de habilidades que personaliza cada sessão e gera relatórios que a equipe terapêutica real consegue usar — o app como ferramenta do tratamento, nunca substituto.
O ELO instrumentaliza quem passa mais tempo com a criança e menos suporte recebe: a família. Roteiros de co-regulação, histórias sociais coautoradas, missões mediadas — o cuidador dentro do loop, do primeiro ao último minuto.
Para a família
O ELO une pais e filhos do espectro. Foi criado com especialistas do espectro autista: em vez de deixar a criança no celular vendo qualquer coisa, ela joga e interage com os familiares. O app atua no desenvolvimento e ajuda na comunicação do dia a dia.
O ELO apoia o desenvolvimento e não substitui terapia nem acompanhamento profissional.